 ![]()
Identificação Taxonômica e Intercâmbio de Exsicatas:
A identificação de espécies de plantas para a comunidade, bem como o intercâmbio de exsicatas de herbário (coleção de espécimes vegetais desidratados e prensados, acondicionados em armários de aço e organizados de acordo com sistema moderno de classificação taxonômica), são tarefas de prestação de serviços rotineiros e de fluxo contínuo da Instituição, fundamentais para pesquisa e treinamento em biodiversidade. Este herbário possui mais de 40.000 exsicatas e está catalogado oficialmente como “IAC”, sigla que o diferencia do herbário micológico que é “IACM”, dentre os 115 herbários existentes no país. Como prestação de serviços do herbário pode-se citar o empréstimo de espécimes para consultas, a doação, a permuta, o recebimento de material para identificação, e a permissão de consultas às exsicatas do herbário para trabalhos científicos por estudantes ou profissionais de nível superior.
Histórico:
O Instituto Agronômico (IAC) foi fundado em 26 de junho de 1887, durante a expansão da cafeicultura no Estado de São Paulo, ainda no período do Império, por D. Pedro II. Quase 50 anos depois de sua fundação, em 1935, foi criado o Herbário IAC, na então Seção de Botânica Econômica, atualmente Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Jardim Botânico (JBIAC). Trata-se do quinto maior herbário do Estado de São Paulo, possuindo mais de 40.000 exsicatas, regularmente registrado no Index Herbariorum .
Os grupos vegetais representados neste herbário são os do reino Plantae ("sensu stricto"): briófitas (1 família, 1 gênero e 1 espécie); pteridófitas (26 famílias, 67 gêneros e 130 espécies); gimnospermas (4 famílias, 4 gêneros e 4 espécies); dicotiledôneas (cerca de 350 famílias, 3.000 gêneros e 5.000 espécies) e monocotiledôneas (40 famílias, 500 gêneros e 1.500 espécies). Estes dados são parciais e referentes a 50% da coleção, a qual continua seu processo de informatização.
O acervo está dividido em coleção geral, coleção de cultivares, flora do Arboreto Monjolinho, materiais-tipo e Flora das Estações Experimentais do IAC e APTA. Na coleção de cultivares, temos diversas culturas pesquisadas na instituição, como: amendoim, arroz, café, feijão, milho, plantas ornamentais, etc.. Aproximadamente 90% do acervo se encontra representado por plantas nativas de vários estados brasileiros, destacando-se plantas da Amazônia e, notadamente, do Estado de São Paulo, mas o acervo conta com plantas de várias partes do globo. As Arecaceae (Palmae), Flacourtiaceae, Myrsinaceae, Passifloraceae, Rubiaceae e Solanaceae são as famílias mais representativas. Algumas plantas invasoras, de várias famílias, são bem representativas. Vários coletores estão bem representados no herbário, tais como: R.L. Fróes, A. Ducke, J. Murça Pires, G. A. Black, Alcides Carvalho, Hermógenes de F. Leitão Filho, A.P. Viégas, O. Kriegel e Hermes Moreira de Sousa (os cinco últimos pesquisadores do IAC).
O Herbário está organizado em ordem alfabética de família, gênero e espécie. As exsicatas de traqueófitas são organizadas em famílias e gêneros de acordo com a proposta de Brummitt (1992 -Vascular Plant – families and genera). Novos gêneros e alterações recentes, indicadas por especialistas, têm sido adotadas. Nomes de gêneros desatualizados têm sido mantidos, mas pretende-se inserir um sistema para localização dos materiais a partir dos nomes adotados por Brummitt (1992). Também é possível localizar materiais por nome de famílias adotadas por Cronquist (1981).
O acervo do herbário apresentou períodos de maior ou menor crescimento: entre 1942 e 1946, período da Segunda Guerra Mundial, houve uma diminuição sensível no crescimento da coleção. Entre 1956 e 1966 e entre 1974 e 1992, o crescimento da coleção foi menor do que nos outros períodos. Atualmente, a coleção ganhou novo impulso, incrementando a coleção, em decorrência dos novos projetos desenvolvidos pela equipe de taxonomistas.
|