O Bambu foi o vencedor no concurso para escolha da planta símbolo do Jardim Botânico IAC.
Com merecimento, por termos do bambú, muitas espécies nativas do Brasil e, principalmente por este germoplasma ter um grande uso agrícola, tal como alimentício, decorativo, mobiliário e até na construção, entre tantas outras utilidades.
No Brasil as espécies nativas são conhecidas pelos nomes de taquara, taboca, jativoca, taquaraçu, taboca-açu, de acordo com a região de ocorrência. Requerem ambientes de mata ou florestas para o seu desenvolvimento (SALGADO et al., 1992). As espécies nativas brasileiras pertencem aos gêneros Arundinaria (17 espécies), Chusquea (22 espécies), Merosthachys (16 espécies), Gradua (17 espécies), Arthrostylidium (3 espécies), Streptogyne, Galziophyton, Nastus, Streptochaeta (NOMURA et al., 1989 citado por BERALDO e AZZINI, 2004).
As espécies exóticas tropicais, existentes no Brasil, foram introduzidas pelos primeiros colonizadores portugueses e são de origem asiática. Apresentam como principal característica a formação de touceiras. As espécies mais conhecidas são: Bambusa tultoides, B. vulgaris, B. vulgaris var. vittata, Dendrocalamus giganteus e D. latiflorus. As espécies de clima temperatudo foram introduzidas pelos imigrantes japoneses e possuem sistema radicular alastrante, pertencem ao gênero Phyllostachys e Arundinaria (SALGADO et al., 1992; BERALDO e AZZINI, 2004).
O bambu é cultivado desde antes de Cristo, na Ásia tropical e sub-tropical (China, Índia e Japão) com infinitos usos. FARRELY (1984), BERALDO e AZZINI (2004), PEREIRA (2001), SALGADO et al. (1992), MEREDITH (2002), VILLEGAS (1989), relatam diferentes aplicações do bambu, tais como: carvão, proteção do solo, controle da erosão, quebra vento, paisagismo (ornamentação), tubos para condução de água, alimento (broto de bambu, amido), tecidos, objetos para uso doméstico, artesanato em geral, instrumentos musicais, ferramentas, aplicações em medicina, farmárcia, química, carvão para baterias, combustível, avião. Seus processados originam palitos, pisos, cotonetes, painéis, laminados colados e compensados, embarcações, equipamento agrículas, chapas, forros. É também um eficiente sequestrador de carbono, quiosque, cordas, andaimes, casas, bambucreto (biokreto), cata-vento, rodas d´água, bicicleta, pranchas de surf, etc.
E viva o bambu!